Prisão de ventre.

Prisão de ventre.

O desprezo dos donos de portugal continua a provocar casos extremos de obstipação intestinal à maioria dos portugueses e parecendo que não a verdade é que não é brincadeira nenhuma um tipo querer ir defecar e não conseguir.
Aguenta dizem eles, aguenta! Aguenta? Mas foda-se realmente quanto tempo é que um ser humano normal pode aguentar a sofrer com um intestino preguiçoso?

O absurdo dos números que nada revelam sobre o real sofrimento das pessoas. Ora são 16,9% de desempregados, ou talvez 22%, ou talvez 500 mil pessoas tenham saído de portugal desde 2011… mas isso é só conversa de técnicos não é?

Olha vai mas é trabalhar, e de boca calada preferencialmente! Que a minha política é o trabalho! Assim digo. Farto desta conversa de fascistas. Farto de conversas de falsas conversões de esquerdas. Farto de revoluções inócuas do amor e das florzinhas. Farto do virtual! Assim estamos aqui a comer um pastelinho de nata e a beber um galão, de sobrolho franzido e tom de voz zangado que é para expiar os pecados de anos a assobiar para o lado enquanto fortunas indevidas eram fabricadas por geração espontânea, qual Deus Ex Machina criacionista!

Importa o que não se fez, o que se deixou fazer e mais ainda o que se contribuiu para nos empurrar para esta espiral descendente, mas acima de tudo o que importa realmente é aquilo que está para vir e por construir. E é por isso que passar o dia a apontar o dedo em tom moralista é tão demagogo como o outro senhor que caiu do poleiro vir agora dizer que vai mandar os fiscais dos impostos tomar no cú.

A imbecilidade tornou-se preponderante nesta nova maneira de manejar este bote esburacado que é portugal… Enquanto a miséria nos vai entrando pela porta adentro o debate mais emotivo anda à volta do sono dos marretas que nos (des)governam.

Isto é como diziam os de outrora é malhar enquanto o ferro está quente porque se um tipo se distraí os gajos não perdoam pois já se sabe que a quaresma e a cadeia para o pobre é feita.

Em tempo de crise preocupa-te com a tua vidinha! Só com a tua vidinha! Deixa-te de lutas! Deixa de protestar! Vai fazer a tua cena… tá tudo fixe… Paz e amor puto… A mudança não se faz sozinha.

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