Portugal do FLAN

Nunca se deveria acender velas às escuras porque a própria escadaria da Assembleia da República por vezes dá uma sensação de Portugal a fazer o rollover sobre a sua Austeridade em sectarismos ditos inauditos!
A democracia portuguesa padece de populismo à seria. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo da  joint stock a que chamam governo. Mas agora o PIB não é nada manso no engodo. Ora vejamos, a escravatura do crescimento: o que aconteceria se as criança tornadas adolescentes nunca deixassem de crescer? Um dia a gravidade cumpriria inexoravelmente o seu papel, assim como um belo sorriso se vai desgastando ao longo do tempo talvez apenas por não ser polido ou por padecer de um caso crónico de gengivas sangrentas que nunca foi bem diagnosticado. Este paralelismo não tão inócuo como aparenta pode criar em circunstâncias especiais uma rivalidade de quem nos empresta dinheiro, fica assim mais tranquilo se souber que uma mudança de partidos no poder são uma ‘Mark down’ e ao mesmo tempo um ‘Mark on’ que provocará uma inflexão de políticas que façam perigar a devolução do dinheiro. E fica igualmente tranquilo se perceber que esse consenso diminui os riscos de agitação social que pode provocar o fim dos tempos (Call option). Precavidos para isto nós FLAN proclamamos o fim da cultura do medo que permite a perpetuação dos paradoxos e contradições do capitalismo. Não é a taxa de juro dum empréstimo uma compensação proporcional ao risco de não reaver esse dinheiro? Sendo assim, cobrar uma taxa de juro elevada ao mesmo tempo que se impõe um programa de austeridade com o intuito de assegurar o cumprimento dos compromissos é o mesmo que tentar combater o crédito malparado com recurso ao feng shui e começar substituir todas as janelas por portas largas com o propósito inequívoco de atrair mais prosperidade às contas do estado. Ora projectar a recuperação económica de um país como se fosse uma acrobacia do Evel Knievel terá como resultado mais óbvio sessões intermináveis de fisioterapia que se irão arrastar pelas gerações vindoiras sem uma recuperação completa. Nesta óptica sentimos a necessidade incontestável de peeling financeiro.

Uma austeridade de choque não vale nada se não estiverem reunidas duas condições: ter utilidade (indice de apatia geral) e quem a “enfia” saber usar a mentalidade tuga de se desculpar para seu próprio beneficio. De que vale a um cidadão saber papaguear Zizek se não perceber que isso, de per si, não vale nada? E que, para ser útil à sociedade, tem de saber utilizar a “apanha da azeitona” de que dispõe para solucionar os problemas que lhe surgem na vida profissional!

FLAN o futuro é amanhã!

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