Textos

Portugal do FLAN

Nunca se deveria acender velas às escuras porque a própria escadaria da Assembleia da República por vezes dá uma sensação de Portugal a fazer o rollover sobre a sua Austeridade em sectarismos ditos inauditos!
A democracia portuguesa padece de populismo à seria. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo da  joint stock a que chamam governo. Mas agora o PIB não é nada manso no engodo. Ora vejamos, a escravatura do crescimento: o que aconteceria se as criança tornadas adolescentes nunca deixassem de crescer? Um dia a gravidade cumpriria inexoravelmente o seu papel, assim como um belo sorriso se vai desgastando ao longo do tempo talvez apenas por não ser polido ou por padecer de um caso crónico de gengivas sangrentas que nunca foi bem diagnosticado. Este paralelismo não tão inócuo como aparenta pode criar em circunstâncias especiais uma rivalidade de quem nos empresta dinheiro, fica assim mais tranquilo se souber que uma mudança de partidos no poder são uma ‘Mark down’ e ao mesmo tempo um ‘Mark on’ que provocará uma inflexão de políticas que façam perigar a devolução do dinheiro. E fica igualmente tranquilo se perceber que esse consenso diminui os riscos de agitação social que pode provocar o fim dos tempos (Call option). Precavidos para isto nós FLAN proclamamos o fim da cultura do medo que permite a perpetuação dos paradoxos e contradições do capitalismo. Não é a taxa de juro dum empréstimo uma compensação proporcional ao risco de não reaver esse dinheiro? Sendo assim, cobrar uma taxa de juro elevada ao mesmo tempo que se impõe um programa de austeridade com o intuito de assegurar o cumprimento dos compromissos é o mesmo que tentar combater o crédito malparado com recurso ao feng shui e começar substituir todas as janelas por portas largas com o propósito inequívoco de atrair mais prosperidade às contas do estado. Ora projectar a recuperação económica de um país como se fosse uma acrobacia do Evel Knievel terá como resultado mais óbvio sessões intermináveis de fisioterapia que se irão arrastar pelas gerações vindoiras sem uma recuperação completa. Nesta óptica sentimos a necessidade incontestável de peeling financeiro.

Uma austeridade de choque não vale nada se não estiverem reunidas duas condições: ter utilidade (indice de apatia geral) e quem a “enfia” saber usar a mentalidade tuga de se desculpar para seu próprio beneficio. De que vale a um cidadão saber papaguear Zizek se não perceber que isso, de per si, não vale nada? E que, para ser útil à sociedade, tem de saber utilizar a “apanha da azeitona” de que dispõe para solucionar os problemas que lhe surgem na vida profissional!

FLAN o futuro é amanhã!

 

O povo da fumaça.

Grosseiros. Biltres. Pulhas. Sádicos. Vigaristas.

Mas será que nunca mais assistimos ao canto do cisne destes idiotas que afirmam que nos governam quando na verdade tudo não passa de um tremendo conto do vigário para nos deixarem a pão e água durante várias gerações?

Será que nunca mais nos caí a ficha e vamos continuar a pensar na morte da bezerra ou passamos à acção e os enchemos de uma vez de alcatrão e penas?

É que isto já ultrapassou todos os limites do aceitável, do suportável e até mesmo do imaginável. De que se está à espera?
Que a classe política tenha uma epifania em grupo e um dia acorde em êxtase e anuncie:

– ‘Perdoem-nos cidadãos pela nossa conduta nas ultimas décadas! Finalmente compreendemos que é totalmente errado apropriarmo-nos indevidamente de recursos que deviam ser usados para o bem-comum de todos os cidadãos, assim como é abominavelmente imoral aproveitarmo-nos da nossa posição de poder para direccionar o rumo do país em função do nosso proveito pessoal !?’

É fácil compreender que isto não vai acontecer. Mas parece ser desculpa para muitos… justificando assim a sua inércia.

E aqui estamos sentados no sofá, a protestar com a tv, a ver big brothers e afins e tentando não pensar, tentando agir o mínimo possível, culpando tudo e todos… principalmente quem tenta fazer alguma coisa para mudar isto. Ah “não vale a pena”, “isto nunca vai mudar”, “isto é um povo de brandos costumes”… Filha da Puta das frases feitas! Farto disto!

Quem nos governa está a matar-nos lentamente e nós… é só fumaça!

Carcaça.

Passos não se demite.

O castigo máximo para um político em Portugal é a demissão … o radicalismo pede eleições… Tudo pede eleições!

Vivemos um marasmo dos tempos modernos. Não há ideias. O unanimismo político fede. A política do português é a de “a ver o que é que acontece” como se se tratasse de um ligeiro filme de ficção científica e não de um doloroso documentário da vida moderna.

Estamos com a merda pelo pescoço e continuamos com pouca vontade de arregaçar as mangas e até de “bater punho” para tentar pelo menos escorraçar estes animais que nos chicoteiam a diário, que continuam a encher o papo ainda sentados sobre a nossa cabeça para ver se a merda nos tapa os olhos ou quem sabe nos esconda do cataclismo que está à porta. E muito cuidadinho porque a besta ferida ataca cegamente, se isto já estava para lá de caótico o ricochete do chumbo do tribunal constitucional vai acirrar ainda mais a fera.
Quem ri por último, ri na horizontal. E se o tribunal constitucional continuar a querer interferir no grande desígnio internacional neoliberal do capital imoral da elite paranormal transcendental capaz de paralisar de medo o comum do mortal, então resta apenas uma solução: altera-se a constituição.

Aiiiiiii, quem nos acudirá nesse momento???

Aiiiiii, onde se terão metido as Nações Unidas, a União Europeia, as NATOS, e até mesmo a nata da elite de D. Sebastiões empreendedores a bater punhetas num rejubilo de discurso inócuo, quando as inevitabilidades nos tocarem à porta?

Não vamos esperar por esse momento.

A única inevitabilidade aceitável é alguém que tenha mão firme nisto tudo! As soluções que nós apresentamos são sempre as mesmas.

A culpa nunca foi minha!

Agora precisamos de alguém que faça alguma coisa para resolver isto, para resolver os problemas que nos afectam a todos, mas não me metam nisto, que eu cá não gosto de politica. Eu é mais acção tás a ver?

Aiiiiii, onde se terão metido as Nações Unidas, a União Europeia, as NATOS, e até mesmo a nata da elite de D. Sebastiões empreendedores a bater punhetas num rejubilo de discurso inócuo, quando as inevitabilidades nos tocarem à porta?

Não vamos esperar por esse momento.

A única inevitabilidade aceitável é alguém que tenha mão firme nisto tudo! As soluções que nós apresentamos são sempre as mesmas.

A culpa nunca foi minha!

Agora precisamos de alguém que faça alguma coisa para resolver isto, para resolver os problemas que nos afectam a todos, mas não me metam nisto, que eu cá não gosto de politica. Eu é mais acção tás a ver?

E se não resolverem isto peço um novo Salazar, ou mesmo dois.

Porque naquele tempo é que era…assim caladinho, sem pensar, sem mudar. Vivendo o inevitávelzinho…

O jogo do lencinho

O inevitável acontece, finalmente o desgovernado titanic português começa a oscilar, lentamente é certo, mas é já impossível esconder o embate que se aproxima, é já impossível disfarçar o medo de afundar nas águas profundas e geladas da depressão económica e da fome que sempre ondularam à volta enquanto fingíamos que não se passava nada… o sinal dos ratos atarantados nunca engana, já começaram histéricos a dispersar… a tripulação sente-se enganada pois ao que parece o barco vai mesmo ao fundo.

Levantam-se nas sombras enraivecidas da memória, pressente-se o motim, a raiva. Armados quais piratas selvagens carregam nos punhos fechados duras grandolas enraivecidas prontas a disparar.
A punição está à vista, a turba amotinada busca desesperadamente linchar o almirante, o capitão, o tenente… em vão parece, o grandolar não lhes é doce e escondem-se como escumalha que são…

Não!

Não há justificações para tanto mal que nos fazem!
Não há justificações para ficarmos parados.
Não há justificação para não ver o que realmente está a acontecer.

Paremos de inventar.
Paremos com manifestações brandas de hora marcada.
Paremos com esta merda!

Eu cá tenho medo é que o medo não se acabe! Esse medo que funciona com um simples susto. Esse medo que nos faz confiar em quem nos tem roubado. Esse medo de nós próprios.

A justificação que não se justifica resume-se numa só palavra: abstenção.
Abstenção de votar, abstenção de pensar, abstenção de questionar, abstenção de discordar, abstenção de discutir, abstenção de agir, abstenção de sonhar, abstenção de viver.

E enquanto cada um continua a insistir em ver-se a si próprio como um refugiado duma guerra que não é a sua, a invasão colonizadora mascarada de crise financeira prossegue com a sua agenda de dominação e escravidão. Longe vão os tempos em que eram necessárias ditaduras militares multinacionalmente subsidiadas para impor a exploração económica dum estado. A sofisticação dos confrontos bélicos atingiu o seu auge pois ao criarem tantos modelos de guerra conseguem assim eliminar o conflito directo per si e no entanto somos assolados por uma guerra financeira de tão brutal intensidade que quando dermos por nós, quando nos cansarmos das lamentações, quando finalmente abrirmos os olhos para ver e sentir o que se está a passar será tarde demais… ao nosso lado vão estar já ajoelhados e sem esperança os nossos irmãos e os nossos pais… e tal como eles vamos ajoelhar também.

A guerra já está aqui.

Chamam-lhe pobreza e fome e mata-nos lentamente, mas vai chegar a vez de cada um. É tempo de ombrear com o próximo e parar com a pilhagem. É tempo de deixarmo-nos de merdas e fazer. Fazer seja o que for… mas fazer! Deixar de ser eternamente conservadores e respeitadores dos bons costumes!

É tempo de sermos um Povo “mal comportado”! É tempo de sermos Povo foda-se!

Falsas Expectativas.

Culpa? Eu cá não tive nenhuma culpa nisto. A crise? Sempre votei em consciência. O Coelho? Nunca me enganou! Sou um tipo informado! Afinal o sistema democrático é para todos! Ouvi dizer que vamos voltar aos mercados e isso já me basta… Dá-me esperança! A esquerda? é responsável! A direita? não é radical… Assim dizem os inteligentes, acabaram as canções, agora é sempre a mesma cantiga! E em vez de estadistas e políticos empenhados em servir os cidadãos, temos afinal líderes espirituais a ensinarem-nos essas castas virtudes da abnegação e humildade!

Não há a temer, a salvacão do país já ai vem a caminho em forma de jovens D. Sebastiões empreendedores a entrarem-nos pelas casas em apoteótico HD Technicolor directamente do palácio presidencial!
Que pensaria disto tudo aquele velhote simpático que não sabia sentar-se em segurança na puta duma cadeira mas foi capaz de criar e pôr em marcha uma máquina repressora, de pôr um país inteiro de costados ao longo de gerações e gerações?

Aposto que esses “estarolas” do arco governativo vão passar as próximas semanas em orgias desmesuradas com tal de se congratularem com os títulos dos tablóides que se preparam para cuspir até ao infinito as barbaridades que indicam sucesso no combate à crise financeira.

Afinal de contas isto é só cuspidelas pró ar, ele é o regresso aos mercados, ele é FMI´s, troika´s, Feef´s, TSU´s, PIGS … é um fungágá da bicharada, meia dúzia de animais a dizer que são bestiais e que são bem diferentes dos habituais… é mesmo para rir até não poder mais com as mentiras destes animais!

Queremos nós fazer de conta que não se passa nada e está quase tudo bem enquanto a cada dia que passa é só ver como os amigos do gaspar gorjeiam entredentes o quanto vale a pena ver o mundo lá do alto, o quanto vale a pena ver castelos no mar alto e dar a curva sem derrapar na avenida do luar… é um fartar vilanagem com o consentimento do povinho…

Mas será que não sabemos mais? Será que que somos tão inocentes para comer sempre do mesmo esterco?

É inacreditável o apelo à união para manifs naifs com performances e cantorias. A união da luta sobre a mesma batuta, “porque sem a união não vamos lá” pois é… “isso são demasiadas manifs” diz quem se queixou há 3 semanas atrás de não haver contestação nenhuma.

Pessoas saem à rua sem ideias, sem esperança; Ou então com conservadorismos da ordem e do porta-te bem; “eu cá não sou de esquerda nem de direita, sou português”… salazarentas mentes de vinte e poucos anos fazem o seu próprio velório antecipado enquanto orgulhosa e despudoradamente exprimem o seu desdém por aqueles que verdadeiramente não desistem de procurar trilhar um novo caminho. Rejeição, ódio e vergonha, todos os ingredientes duma dissonância cognitiva alimentada pelo medo e incerteza duma mudança que ninguém sabe até onde nos poderia levar.

E que importa isso, qualquer coisa seria melhor que este síndrome de Estocolmo colectivo em forma de regaste financeiro.

HARAQUIRI.

Tá decidido! Alguém tem de fazer alguma coisa! Alguém porra! Eu? Epá eu não sou muito de manifestações e dessas coisas tás a ver. Mas agora acho que isto só vai lá com umas bombas e mortes! Alguém que faça isso! Eu?

Epá! Eu não gosto de violência. Por exemplo, a vergonha das pedras na assembleia…. assim é que não. Mas agora fazer vigílias murmurantes com velinhas acesas em tom de choramingueira já está melhor, não será por acaso que os nossos mandantes nos intitulam de piegas… dizem as más línguas que a burguesia portuguesa quer continuar a beber leite sem agitar o chocalho, dizem as más línguas que estes três ou quatro mequetrefes que ainda vão a estas manifestações gritar umas palavras de ordem é tudo gente de má fé, puros desordeiros, pessoas de más famílias, não querem trabalhar é o que é. Dizem as más línguas que, porra já estou é como o grande João César Monteiro: faço assim porque não fiz assado e principalmente eu quero que as más-línguas se fodam! ponto final.

A inércia que se arrasta vai aos poucos tornando-se um pântano de matéria putrefacta mal-cheirosa que não só não deixa progredir como ainda afunda aqueles que não aceitam o plano de extorsão imposto pela elite politico-financeira.
Diz o clássico samurai: “As armas são instrumentos de mau agouro. Mas há momentos em que dez mil pessoas sofrem por causa da maldade de um só homem. Portanto, ao matar o mal desse homem, é dada a vida a essas dez mil pessoas. Assim, a espada que mata um homem será, verdadeiramente, a lâmina que dá vida.”
Ainda que nem todos saibam manejar uma espada, não critiquem quem tenta.
É tudo normal, os Banifs e BCPs … tudo normal … o fim do estado social…. é tudo normal!
Foda-se! Mas pronto. Porta-te bem! Porta-te bem e mete-te na tua vida! Isso de defender os teus direitos são coisas para outros. Um dia vou acordar, bebo um café, fumo um cigarro e vou trabalhar, nem que seja de borla, porque isso do trabalhinho é o que mais importa. “Pobre mas honrado” como dizia uma velha senhora.
Acaba-se aqui? Ou continua-se o cadáver?

O CAMINHO CEGO

Marcha negra, marcha branca, marcha amarga, marcha doce… marchas para todos os gostos… nós por cá somos mais adeptos é das marchas populares, a sardinha assada no pão e de preferência bem embebida em cerveja gelada. Assim entre festas e bailaricos se encontra a nossa marcha de eleição e é por isso que Relvas é o bobo, onde o único protesto possível é a piadola fácil ou então um furioso “like facebookiano”.

A austeridade está a enfraquecer a economia e isso está a conduzir a uma rápida estupidificação e afrouxamento do povo, entrando assim um ciclo vicioso recessivo onde o barril de ‘brent ‘é a referência – “motivações humanas”. A mesma perdia hoje mais de 1% para 99 dólares, depois de na sessão de ontem ter cotado acima da democracia pela que tanto interessa lutar.

No mesmo sentido, um sectarismo sindical dos médicos faz com que a contestação social mais se assemelhe a um recreio de escola primária. A bola é nossa e os meninos da turma C tem picos no cuuuuu…reano … coreano coreano coreano … coreano coreano coreano és tu!!!…

O que precisávamos mesmo era dum novo Eusébio, para pôr o pais a marcar golos e recuperar de tamanha desvantagem, enquanto o treinador de bancada que há em nós se parece cada vez mais ao atual selecionador nacional resguardando a crise social com tranquilidade, encarando as infinitas medidas de austeridade com tranquilidade e justificando a eclosão da pobreza nacional fundamentalmente com tranquilidade…

A necessidade de ignorar os problemas e a especial apetência para a negação é típico no povo português mas será que tudo o que é merda cheira a merda?
Será que tudo o que nós acreditamos se evaporou?

Entre os factores que poderão colocar pressão nos mercados da zona euro está, segundo os economistas do Natixis, – um par de cuecas (com mais uma reunião do Eurogrupo), uma nova reunião do BCE com o Clube Amigos Disney, a ratificação do Mecanismo de Estabilidade de Embarque em Ferrys de média velocidade, as revisões da ‘troika’ a Portugal e Irlanda e “talvez algumas surpresas desagradáveis”, como eventuais cortes de ‘rating’ a pinguins e focas do Ártico, passando a não ter qualquer tipo de valor de mercado. Causando assim o caos no mercado da Natureza, sendo que a Moodys já veio pôr sob aviso os ratings dos Alouattas, Macacos-barrigudo e alguns tipos de Babuínos do norte de África.

Será portanto a altura de ver que os Maias claramente se enganaram ao redigir o seu calendário.
Não é possível que o final dos tempos esteja para chegar dentro de apenas alguns meses quando ainda há tanta dívida para pagar. E o que de dizer daqueles que obtiveram recentemente empréstimos a 50 anos para comprar casa? Uma autentica bênção essa certidão de longevidade que é estar endividado, pelo menos esses podem tirar o medo da morte de cima dos seus ombros, porque se os bancos acreditam que vamos estar ai rijos para o que der e vier durante o próximo meio seculo, quem somos nós para duvidar?

Nem Deus é capaz de nos oferecer tanto. Resta-nos então mostrar alguma gratidão e pagar de tudo volta com o nosso suor e abnegação.

CHEQUES CARECAS

O Casimiro dos plásticos acusou o Toni do Talho de andar de “mão dada com a direita” e invocou o “sentido de responsabilidade” para não definir já o voto das pessoas comuns face à moção de censura apresentada, isto é, para dar mais um espectáculo ao povo tuga…
Enquanto isso na Grande Ordem dos Mestres Orelhudos muito se tem cosido à socapa pois após a publicação do artigo “Gado que come linhaça produz carne mais saudável” parece que, segundo se diz por aí, foi renegociado o valor da mesma no mercados livres de modo a poder alimentar a nação pela época natalícia.
Segundo alguns iluminados da Idade das Trevas, no entanto, isso não salvará o país de futuras maldades e malefícios, porque duma forma ou de outra, a carne é fraca por natureza e o que nasce torto vai ao endireita.

Entretanto, o Aznar persegue Passos, Passos faz em Conjunto com Rajoy, afinal de contas somos ou não somos o país irmão?

Enquanto isso, o secretário-geral da UGT, João Proença exige abertura do fecho das calças por parte do Povo com o fim de as baixar, podendo assim negociar em sede de concertação social, mas também e sobretudo parlamentar, uma “repartição mais justa e equitativa dos ganhos dos mesmos de sempre”, tendo pedido ao Governo para que “arrepie caminho” e deixe de pensar em absoluto nos trabalhadores.

Por fim no dia 15 de Setembro passado milhares saíram às ruas para verbalizar o ódio pelos seus lideres que obstinadamente continuam a não resistir à tentação de humilhá-los. A contenda tornou-se incendiária após declarações de novas mudanças na dieta dos portugueses, segundo o tesoureiro-mor os trabalhadores teriam de substituir a sua ração diária de favas com chouriço por pratos de Nestum durante tempo indeterminado.

Ainda não se sabe o resultado prático desta marcha contestatária, mas ainda segundo especialistas na matéria a composição nutricional do Nestum seria mais do que suficiente para manter no activo qualquer trabalhador mais esmerado. Fontes não oficiais confidenciaram também que deixar cair estas medidas demonstrava pouca inteligência porque estas papas contém Bifidos activos e além de ajudar a regularizar o transito intestinal também nutrem o intestino efectuando uma formação do bolo fecal e a sua expulsão.

A polémica também alastrou ao Vaticano, com Sua Santidade a temer uma bacia hidrográfica de peregrinos a convergir para um festim canibal em busca dos nutrientes perdidos no seu homónimo homógrafo. Fontes anónimas referem mesmo que o Papa terá feito queixinhas aos seus pais espirituais, Deus e Capital. Apenas o Capital lhe terá dado ouvidos, mas o cheque era careca.

REFLEXO CONDICIONADO

O marasmo saiu à rua num dia assim? Então mas eu sai à rua 2 vezes o ano passado e não acontece nada?

Eu a pensar que as mudanças se faziam com simples pedidos e boas maneiras… Já sei o que fazer, vou fazer uma petição, isso sim muda tudo… mas agora as pedras não olham a meios para expressar eloquentemente a resposta ao silencio duma torre de marfim que há muito deixou de dialogar, talvez devido à falta de pagamento das contas da EDP (e dos esgotos) em resultado duma austeridade mais baseada na mentira ideológica que na evidência empírica.

Que importa isso quando o nome de Franky Vercauteren dito em voz alta pode provocar mais suores frios que uma ameaça formal do Gerard Depardieu se tornar russo… tenho a sensação que fomos mordidos pelo excesso de informação, a quem importa se o BPN nos sugou o tutano, a quem importa que o BANIF nos venha roer os ossos? Isto é tudo fogo de vista, venha mas é mais uma lobotomia generalizada para ver se a malta se acalma.

A estupefacção que aparentemente faz com que entremos em modo de negação. “Isto não é nada comigo!”, “Isto não me esta a acontecer!”, “Olha que eu me chateio muito!”… Diz isto quem de quando em vez escreve “Acorda Portugal” no Facebook.

Somos todos pequenos heróis com a razão, mas ao mesmo tempo caguinchas de alma e coração. Mandamos os outros trabalhar ou lutar pelos nossos direitos,lavando as mãos de qualquer responsabilidade para que possamos dormir… mesmo que com fome porque isso de ser um cidadão interveniente é tudo muito bonito, mas na vida “real” as coisas são muito mais complicadas. Tantos problemas, muitos, grandes, feios e peludos, os quais só encontram paz nos cuidados paliativos do tédio. Todos reféns da santa quadratura do marasmo: medo, violência, amor apaixonado e sexo.

E enquanto nos entretemos nesta dança a 33 rotações por minuto,a ideologia mascarada de parecer técnico vai dando azo a uma suposta refundação do estado social, que mais não é que a destruição do ultimo pilar do mesmo…enquanto seguimos imersos na apneia do sono e esses abutres entram por aí sem dó nem piedade escavacando o pouco que ainda sobra do rectângulo.

É aflitivo assistir à capacidade dos portugueses para se ajoelharem, para acenarem e estarem sempre prontos para receber a palmadinha nas costas como recompensa pelo exercício de submissão, já é quase um reflexo condicionado de um povo que parece ter perdido a espinha dorsal ao longo das últimas gerações. Não sucede casualmente este fenómeno. Contentamo-nos com o menos mau. Não queremos lutar pelo melhor. Criticamos quem luta! “ACORDA PORTUGAL”, escrevo eu no facebook.

Pronto, já posso dormir descansado.

Prisão de ventre.

O desprezo dos donos de portugal continua a provocar casos extremos de obstipação intestinal à maioria dos portugueses e parecendo que não a verdade é que não é brincadeira nenhuma um tipo querer ir defecar e não conseguir.
Aguenta dizem eles, aguenta! Aguenta? Mas foda-se realmente quanto tempo é que um ser humano normal pode aguentar a sofrer com um intestino preguiçoso?

O absurdo dos números que nada revelam sobre o real sofrimento das pessoas. Ora são 16,9% de desempregados, ou talvez 22%, ou talvez 500 mil pessoas tenham saído de portugal desde 2011… mas isso é só conversa de técnicos não é?

Olha vai mas é trabalhar, e de boca calada preferencialmente! Que a minha política é o trabalho! Assim digo. Farto desta conversa de fascistas. Farto de conversas de falsas conversões de esquerdas. Farto de revoluções inócuas do amor e das florzinhas. Farto do virtual! Assim estamos aqui a comer um pastelinho de nata e a beber um galão, de sobrolho franzido e tom de voz zangado que é para expiar os pecados de anos a assobiar para o lado enquanto fortunas indevidas eram fabricadas por geração espontânea, qual Deus Ex Machina criacionista!

Importa o que não se fez, o que se deixou fazer e mais ainda o que se contribuiu para nos empurrar para esta espiral descendente, mas acima de tudo o que importa realmente é aquilo que está para vir e por construir. E é por isso que passar o dia a apontar o dedo em tom moralista é tão demagogo como o outro senhor que caiu do poleiro vir agora dizer que vai mandar os fiscais dos impostos tomar no cú.

A imbecilidade tornou-se preponderante nesta nova maneira de manejar este bote esburacado que é portugal… Enquanto a miséria nos vai entrando pela porta adentro o debate mais emotivo anda à volta do sono dos marretas que nos (des)governam.

Isto é como diziam os de outrora é malhar enquanto o ferro está quente porque se um tipo se distraí os gajos não perdoam pois já se sabe que a quaresma e a cadeia para o pobre é feita.

Em tempo de crise preocupa-te com a tua vidinha! Só com a tua vidinha! Deixa-te de lutas! Deixa de protestar! Vai fazer a tua cena… tá tudo fixe… Paz e amor puto… A mudança não se faz sozinha.

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